- abrindo um parêntesis da vida para um breve momento de desabafo absolutamente desnecessário:
Sabe o que acho absurdamente inútil? Esse não-sei-quê de "jogo" que os seres humanos inventam [e jogam] entre si o tempo inteiro. Joguinhos de meias verdades, mentiras que satisfazem, gentilezas fingidas e com finalidade exclusiva de uma causa passageira.
Difícil mesmo encontrar pessoas realmente sinceras, que falam o que pensam e gostem de verdades em "moldura clara e simples".
Mas, mais difícil ainda sou eu, que não funciono sob essas condições. Não sei ser metade: "meio" feliz, "meio" triste, "meio" envolvida, "meio" nada!
Ou as coisas são, ou não são. É frescura demais?!
Pelamor, ando revoltada. Ninguém sabe se resolver, nem resolver os relacionamentos [e pára com esse negócio de entender "relacionamento" unicamente como envolvimento amoroso], ninguém sabe desenvolver uma conversa minimamente descente. Dizer que "ama" é perigoso; que "sente muito" é fraqueza; que se "está arrependido" é mal resolvido; que "dói" é moleza; que "sente saudades" é viver no passado.
Como se vive então? Camuflando tudo, jogando o tempo inteiro, envelhecendo sem realmente conhecer as pessoas, sem produzir processos de vida... só de escolhas superficiais, palavras sem fundamento, beijos sem entrega, abraços sem sentimentos, felicidade momentânea e de tudo o que for nobre sendo transformado em algo sem importância para que o outro não saiba o real efeito que produz em mim.
Quanta cretinice.
Quanta pobreza de alma.
Que vidinha mais medíocre e clichê que escolhemos viver. Mas pelo menos preservamos nosso verdadeiro "eu"... uau! Isso é que é vida... ¬¬
- fechando parêntesis.
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