Angustiante e paradoxalmente delicioso.

segunda-feira, 4 de julho de 2011
Toda mudança requer esforço e gera desconforto.
Eu escreveria: toda mudança gera estresse, definindo 'estresse' como: soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo superar determinadas exigências do meio-ambiente e o desgaste físico e mental causado por esse processo [Wikipedia].

É tudo aquilo que me tira de minha 'zona de conforto' e me empurra a dar um passo à frente, um passo que, normalmente, não tenho disposição espontânea para dar. A "inércia sentimental" [desvinculando "sentimental" como sendo unicamente "amor" e/ou "paixão", claro] é por vezes muito maior e determinante dessa nossa mania de sentir sempre da mesma forma

O emprego muda, e a gente sente falta do anterior, por mais que não gostássemos tanto assim. Entramos e saímos de férias, e nos perdemos de saudades e vontades que ficaram. Até mesmo o tempo que muda, se chove lá fora, e precisamos nos adaptar rapidamente: estresse.

Mudamos de cidade, de bairro, de caminho, de amigos, de igreja, de horários, de vida... e é bom. Mudar é bom. O estresse é que não é tão bom assim. Levo tempo para adaptar-me, não sinto vontade, quero continuar ali, segurando um pouco mais aquilo que já não é mais.

Talvez esse estresse [momentâneo] seja aqueles curtos intervalos de tempo em que nos encontramos nostálgicos / tristes / agoniados / angustiados / pensativos mas que, logo em seguida, já "superamos". Estresse natural. 

Angustiante e paradoxalmente delicioso! Cada superação humana frente a situações estressantes é absolutamente incrível. Observo e acho incrível, vivo e acho encantador.

"Estresso-me": mudo de tons, de tato, de cores, de pele, de sorrisos, de olhares...
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1 comentários:

Vagner disse...

Eu passei e passo por isso, sempre chamei de Jet Lag "da vida": você muda seu fuso, fica todo desorientado... mas logo passa. =)

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