Poucas coisas são mais absurdamente "perigosas" que o direito à liberdade. Ele é capaz de dizer exatamente o tipo de vida [ou 'subvida'] que você vai viver.
Liberdade de pensar, sentir, escolher, decidir.
Talvez por isso o ser humano aceite [e até procure] de forma tão simples as "regras" que lhe são impostas. A gente tem medo de ser livre. Medo de ir contra quem diz "não", medo de consequências que [sim] virão, medo da sociedade, da frustração, da dor. A gente deixa de amar por ter medo de sofrer. Deixa de dizer por ter medo de sentir. Deixa de correr riscos, por ter medo do fracasso.
Medos que acabam por tolher nossa capacidade de viver por completo. São pequenas prisões, grilhões, gaiolas que não nos deixam alçar vôos pra algum lugar que seja um pouco mais distante...
As rotas têm que ser sempre as mesmas, a paisagem a mais conhecida, os perfumes só os do ninho. Só que é impossível viver uma vida inteira tentando acertar... há derrotas mais valiosas que vitórias. Somos livres para errar, também.
O "perigo" da liberdade é exatamente esse: sentimos medo de estarmos "soltos" e nos protegemos. E quanto mais me protejo da liberdade, menos erro... e menos vivo... menos sinto... mas menos me arrisco.
Escondo-me então atrás dos 'avisos', das 'bondosas' pessoas que pensam em mim e 'me amam' [embora não me deixem ser livre], atrás dos "conselhos", e aqui vou citar o texto do Filtro Solar:
Tenha cuidado com as pessoas que lhe dão conselhos, mas seja paciente com elas. Conselho é uma forma de nostalgia. Dar conselho é uma forma de resgatar o passado da lata de lixo, limpá-lo, esconder as partes feias, e reciclá-lo por um preço maior do que realmente vale.
Mas o medo é mais forte. As regras precisam ser seguidas... eu não posso errar!
A liberdade não tem qualquer valor se não inclui a liberdade de errar.(Mahatam Gandhi)
Vou deixar esse texto sem finalização. Preciso aprender mais da liberdade. E encontrar uma maneira libertar-me dessas pequenas grandes prisões...
"O homem nasceu livre, e em todos os lugares ele está acorrentado." (Jean-Jacques Rousseau)
Não quero [e nem posso] perder minha juventude inteira em "cativeiros de alma". Não quero...... preciso libertar-me de meu medo, de minha ansiedade, de minhas expectativas... preciso libertar-me, principalmente, de mim mesma.
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